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Gripe H1N1, transmissão, sintomas e prevenção

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A Gripe H1N1, também conhecida como Gripe Suína ou Gripe A é causada pelo vírus Influenza A H1N1, resultado da mutação do vírus da gripe, é uma infecção aguda do sistema respiratório,  é transmitida da mesma forma que a gripe comum, porém com sintomas mais fortes e de instalação mais rápida e que se não tratados ao início podem levar ao óbito do seu idoso. Em geral, tem evolução por período limitado, de um a cinco dias, mas pode se apresentar forma grave, sendo assim motivo de preocupação para muitos brasileiros, principalmente quando atinge crianças e idosos, por isso a vacinação anual contra gripe reduz risco de se contrair o vírus mais forte. Confira a seguir as formas de transmissão, os sintomas da doença e como preveni-los.

Do mesmo modo que a gripe comum, é transmitida através do contato de pessoa para pessoa por gotículas respiratórias no ar ou pela saliva, mas também objetos uma vez contaminados por pessoas infectadas. Uma pessoa infectada com o vírus é capaz de transmití-lo pelo período de 1 a 7 dias após a contaminação. Vale ressaltar que não existe risco de contaminação através da carne suína, pois de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o vírus é transmitido apenas de pessoas para pessoas.

O sistema público e privado de saúde disponibiliza a vacina de prevenção contra a Gripe H1N1 às pessoas que compõem o grupo de risco, que são:

  • Idosos, ou seja, pessoas a partir de 60 anos;
  • Crianças com idades entre 6 meses a 5 anos;
  • Gestantes a partir de 12 semanas e aquelas mães com até 45 dias pós-parto;
  • Estudantes e trabalhadores da saúde;
  • Pessoas com a imunidade comprometida ou com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão;
  • Povos indígenas e pessoas privadas de liberdade;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Professores da rede pública e privada
  • Pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias).

Os sintomas mais comuns da gripe são:

  • Febre alta, acima dos 38ºC, acompanhada de calafrios;
  • Dores musculares (dores no corpo);
  • Tosse seca;
  • Cansaço ou indisposição;
  • Espirros.

Além desses sintomas, é provável que também surjam sintomas menos comuns como diarreia e vômitos.

É sempre necessário procurar atenção médica seja com clinico geral, infectologista ou pneumologista, para o tratamento adequado da doença pois qualquer destes profissionais está capacitado para tratar a doença e evitar possíveis complicações em que se necessite internação hospitalar. Além disso, cada pessoa pode adotar medidas de prevenção à doença, por exemplo:

  • Lavar as mãos com água e sabão sempre antes de comer um alimento;
  • Usar álcool em gel em caso de não poder lavar as mãos;
  • Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Manter uma excelente ingestão de líquidos, afim de evitar o acumulo de secreções na via respiratória;
  • Evitar o contato próximo com pessoas infectadas e não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Preferir frequentar lugares abertos, com boa ventilação;
  • É imprescindível vacinar-se, afim de reduzir o risco de adquirir cepas mais fortes da doença;
  • Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos;
  • Orientar o afastamento temporário (trabalho, escola etc.) até 24 horas após cessar a febre.

Segundo o Portal do Ministerio da Saúde, a vacina contra gripe é segura e é a intervenção mais importante para evitar casos graves e mortes pela doença. A vacina trivalente protege seu idoso contra três cepas do vírus influenza. Para 2018, a Organização Mundial da Saúde definiu a composição da vacina com duas cepas de influenza A (H1N1 e H3N2) e uma linhagem de influenza B.

Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, o ideal é realizar a imunização de seu idoso antes do início do inverno, que começa em junho. O período de maior circulação da gripe vai do final de maio até agosto.

 

Referencias:
KASPER, D. L. et al. Medicina interna de Harrison. 19. ed. Porto Alegre: AMGH, 2017. 2 v.

O que é a Gripe H1N1, sintomas, prevenção e transmissão

http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/influenza

Sobre o autor:
Silas Farias é colunista do blog Live Sênior, graduando de Medicina pela Universidade de Buenos Aires – UBA, Argentina. Atualmente se dedica à iniciação científica em Neurologia e Psiquiatria durante a graduação em Medicina.

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