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Dicas de Cuidado

Desnutrição em Idosos

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Este é um tema de grande importância, uma vez que a desnutrição intra-hospitalar é a mais significativa em idosos, sendo que mais de 55% de idosos hospitalizados estão desnutridos no momento da admissão.

A desnutrição é um estado do organismo caracterizado pela deficiência de nutrientes, que pode ser causado pela diminuição da ingestão, metabolismo acelerado ou maior perda calórica. E para sabermos quando um idosos está em estado de desnutrição, devemos ficar muito atentos aos indicadores de risco nutricional:

  • Perda de peso involuntária de 5% em um mês e de 7,5% em três meses ou de 10% em seis meses;
  • Baixo Peso para a altura (inferior a mais de 20% do peso corporal ideal);
  • Índice de massa corporal (IMC) menos que 22kg/m2;
  • Albumina sérica abaixo de 3,5%;
  • Modificação do estado funcional, alteração da situação de dependente ou independente.

Devemos nos lembrar também, que qualquer perda ponderal, voluntária ou involuntária, associa-se à desnutrição e ao aumento da mortalidade em idosos. Isso porque esse tipo de perda leva à atrofia da massa muscular e aumento do risco de infecção, o que consequentemente causa aumento da ocorrência de úlceras por pressão e aumento do risco de quedas e fraturas, o que, por sua vez, leva à desnutrição, prejuízo das atividades de vida diária e, consequentemente, aumento da morbimortalidade. Por isso, os 9 D’s da perda ponderal em idosos devem ser conhecidos para que essa situação possa ser evitada o mais rápido possível:

  • Demência;
  • Depressão;
  • Doença (aguda ou crônica);
  • Disfagia (dificuldade de deglutir);
  • Disgeusia (distorção ou diminuição do paladar);
  • Diarreia;
  • Drogas;
  • Dentição;
  • Disfunção (incapacidade funcional).

Como pode ser visto, a desnutrição e seus fatores associados trazem grande risco de vida aos idosos, por isso, é recomendado iniciar terapia nutricional não somente na vigência de desnutrição, mas tão logo haja indicação de risco nutricional. E o tratamento dietoterápico de tal condição baseia-se em:

  • Fracionar a alimentação: comer pequenas porções de alimentos em intervalos de tempo curtos;
  • Aumento do volume de alimentos: com o fracionamento, procurar aumentar a quantidade total de comida ingerida pelo idoso ao longo do dia;
  • Aumento da densidade calórica dos alimentos.

E quando a via de alimentação do idoso é oral, para seguir tais recomendações, utiliza-se:

  • Aumento de gordura mono e polinsaturada: como azeite de oliva, óleo de canola e margarina;
  • Sacarose, mel e cereais.

No quadro abaixo, encontra-se alguns alimentos e substâncias e as indicações para o mesmo, em casos de desnutrição e necessidade de correta alimentação do idoso:

Alimentos - desnutrição

E em casos de o idoso não ter indicação para alimentação líquida, deve-se oferecer líquidos espessados:

  • Alimentação pastosa: cremes, purê de batata instantâneo, miolo de pão, leite engrossado com farináceos, gelatinas;
  • Espessantes comerciais.

Vamos então fazer algumas considerações finais:

  • A redução da ingestão alimentar, com o avanço da idade, leva à sarcopenia e aumenta as chances de fragilidade;
  • Ingestão adequada de nutrientes é essencial para manutenção da massa muscular, em especial de proteínas;
  • Proteína age sinergicamente com o exercício para aumentar a massa muscular;
  • A triagem nutricional deve ser rotina em serviços de atendimento à idosos;
  • A alimentação é habitada de conteúdos simbólicos que devem ser conhecidos e reinterpretados pelos profissionais que atuam na área de geriatria e gerontologia;
  • A intervenção multidisciplinar para diminuir a taxa de declínio em indivíduos frágeis leva à melhora funcional, qualidade de vida e utilização mais eficiente dos serviços de saúde.

Fonte: Wanderley, E. Envelhecimento e Nutrição. Unicamp. Campinas, 2015.

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