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Depressão na terceira idade: reconheça alguns sinais

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A depressão, ou também chamada transtorno depressivo maior, é um transtorno do humor que tem uma considerável prevalência na terceira idade. Assim como qualquer doença, precisa ser diagnosticada por um médico quem vai proporcionar o tratamento mais adequado a cada paciente.

Por isso, a depressão merece atenção do cuidador ou familiar no sentido de saber identificar alguns sinais que possam ser apresentados pelo idoso. Na partilha do convívio, pode-se conseguir diferenciar quando se trata de alguns momentos de tristeza ou de um transtorno depressivo de fato.

Até chegar à terceira idade, o idoso vivenciou vários momentos que lhe proporcionaram alegrias e tristezas. Muitas vezes atravessaram perdas familiares, padeceram de doenças ou enfrentaram situações que lhes causaram grande sofrimento, mas, apesar de tudo, muitos idosos jamais sofreram um episodio depressivo durante sua vida adulta, isso se explica pelo fato de que a depressão também pode ser atribuída a causas genéticas e não só do meio em que vivem.

Aqueles episódios de depressão não tratados, em geral tendem a desaparecer em poucos meses a 1 ano, porém na terceira idade ela pode ser de difícil tratamento.

Os sinais de alerta mais comuns que pode apresentar um idoso com depressão são:

1. O idoso tem estado estar mal humorado ou triste durante vários dias e talvez ele não saiba explicar o motivo de sentir-se assim.

2. Perda de interesse em fazer atividades que antes lhe proporcionava prazer.

3. Mudança no apetite ou no peso.

4. Insônia, muitas vezes acompanhada de uma sonolência excessiva durante o dia.

5. Cansaço excessivo diurno. O idoso refere estar sem energia e muitas vezes prefere ficar deitado na cama ou isolado do meio familiar.

6. Sentimentos de inutilidade ou culpa, podendo referir que ele já não tem serventia, ou que está dando trabalho aos familiares.

7. Falta de concentração, esquecimento de onde colocou objetos, ou dos seus compromissos, e de tomar simples decisões diárias; fatos que podem deixá-lo impaciente.

8. Os pensamentos frequentes de morte ou suicídio podem existir, porém não são sempre referidos pelo idoso à família.

9. O idoso pode queixar-se de dores no corpo, como dores de cabeça, dores nas costas, ou nas pernas, por exemplo, sem que haja uma causa aparente, mas que sempre merecem atenção e investigação médica.

10. O idoso não faz planos para o futuro e persiste um certo olhar pessimista a respeito.

Ao reconhecer a presença de vários desses sinais no idoso não quer dizer necessariamente que ele esteja com depressão, mas sim é um indicativo de que merece intervenção médica. É importante dialogar de forma acolhedora e esperançosa com o idoso o quanto pode ser importante para sua saúde conversar com um profissional de saúde sobre o que ele tem sentido, pois muitas vezes há uma certa resistência em perceber em si mesmo a presença desses sinais.

Hoje em dia, casos de depressão na terceira idade e também de um modo em geral, tem sido tratados de maneira bastante eficiente e eficaz, utilizando-se de tratamentos farmacológicos com antidepressivos específicos, aliados à psicoterapia para alcançar melhores resultados a cada caso.

Referência: KASPER, D. L. et al. Medicina interna de Harrison. 19. ed. Porto Alegre: AMGH, 2017. 2 v.

Sobre o autor:

Silas Farias é colunista do blog Live Sênior, graduando de Medicina pela Universidade de Buenos Aires – UBA, Argentina. Atualmente se dedica à iniciação científica em Neurologia e Psiquiatria durante a graduação em Medicina.

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