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Dicas de Cuidado

De olho na pele dos idosos

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Ao chegar a terceira idade, são visíveis as alterações que ocorrem na pele devido ao próprio processo de envelhecimento, vários fatores contribuem para isso como genéticos, ambientais, doenças de pele ou doenças de outros órgãos que repercutem na pele, alterando sua aparência e firmeza. Surgem as manchas da idade, o ressecamento da pele, as rugas, a flacidez e outras alterações que merecem atenção por colocar em risco a vida, como o câncer de pele.

Com o passar dos anos, a taxa de renovação celular diminui, fazendo com que o tempo de cicatrização das feridas seja muito mais lento do que era a anos atrás. A pele perde elasticidade e se apresenta mais ressecada pela diminuição de substancias como colágeno, elastina e ácido hialurónico. A diminuição dos melanócitos da pele faz com que ela esteja mais suscetível aos efeitos nocivos dos raios ultravioleta do sol.

Por isso, é bastante relevante falar sobre as principais mudanças da pele que podem acontecer na terceira idade:

 

Manchas da Idade (Melanose solar)

São manchas de cor castanho, também chamadas “Manchas Senis”, causadas pela ação constante dos raios solares ultravioleta sobre a pele e que surgem em áreas do corpo expostas ao sol como o rosto, braços, mãos, costas e pés e possuem o tamanho um pouco maior que as sardas. As opções de tratamento que visam despigmentar essas manchas, porém o resultado não é definitivo porque outras manchas devido a exposição solar poderão surgir, pode-se optar pelo uso de um protetor solar a fim de evitá-las.     

 

Pele ressecada

As regiões ressecadas, mostram uma pele mais áspera e escamosa que se apresenta nos cotovelos e antebraços, joelhos e pernas e podem ser causadas por uma pobre ingestão de líquidos, pelo o clima seco, uso de produtos ou medicamentos, banhos quentes prolongados, mas também por algumas doenças, como a diabetes. As regiões mais ressecadas são também mais sensíveis, frágeis e muitas vezes pruriginosas (coçam), ferindo mais facilmente, abrindo portas para infecções.

Segundo a cirurgiã plástica, Célia Sampaio Costa Accursio, é recomendável para o tratamento usar óleo em todo o corpo antes de expô-lo à água do chuveiro ou banheira, água não muito quente; usar sabonetes hidratantes ou suaves somente nas regiões atrás da orelha, nas axilas, no períneo e planta dos pés, e o uso de loções ou cremes hidratantes em todo o corpo após o banho. Em muitos casos, no início do tratamento é necessário o uso de loções ou cremes que contenham corticosteróides para alívio do prurido durante alguns dias.

 

Candidíase 

A candidíase é uma infecção causada pelo crescimento excessivo do fungo Cândida albicans que, normalmente, acontece quando o sistema imune está debilitado. Costuma surgir na região genital e perineal e ainda pode ter uma infecção bacteriana associada.

Fatores predisponentes ou exacerbantes incluem: diabetes mellitus, medicações sistêmicas, fatores nutricionais e função salivar diminuída. A candidíase pode ainda manifestar-se em outros locais do corpo, como a pele, boca ou intestinos, por exemplo. As pomadas antifúngicas e comprimidos de fluconazol são utilizados no tratamento, mas sempre sob orientação medica.

 

Câncer de pele

Dentre todos os diagnósticos de câncer no Brasil, o câncer de pele corresponde a 33% desse total, sendo registrados cerca de 180 mil novos casos a cada ano. A doença é causada pelo crescimento anormal e sem controle das células da pele. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular e os carcinomas espinocelular, mas é o melanoma, o câncer de pele mais agressivo, ainda que seja menos frequente.

 

Carcinoma basocelular 

É o menos letal e possui baixa capacidade de produzir metástases, porém pode invadir e destruir tecidos ao seu redor. Os fatores que predispõem esse tipo de câncer é a exposição solar e a pele clara, além da radioterapia e a absorção de compostos de arsênico. Surgem mais frequentemente em regiões expostas ao sol, como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas.

 

Carcinoma espinocelular

É um tumor maligno com alta capacidade de invasão e metástase, pode se desenvolver em qualquer parte do corpo, e com mais frequência nas zonas expostas ao sol, como orelhas, rosto, couro cabeludo e pescoço. A pele nessas regiões, normalmente, apresenta sinais de dano solar, como enrugamento, mudanças na pigmentação e perda de elasticidade.

 

Melanoma

Como já citado anteriormente, o melanoma é o câncer de pele menos frequente, as chances de cura superam os 90% desde que seja detectado precocemente. O melanoma tem origem nos melanócitos, as células que produzem melanina, pigmento que dá cor à pele. É importante observar na pele a presença de qualquer “sinal” de tom castanho ou castanho escuro porque durante a evolução do melanoma esses sinais costumam mudar de cor, forma e tamanho e apresentar sangramentos, quando isso acontece, o “sinal” passa a ter alto grau de malignidade.

Pode surgir em regiões difíceis de ser detectado, nas mulheres costuma aparecer com mais frequência nas pernas, já nos homens, no tronco e pescoço. Possui alta carga genética, por isso os familiares de pessoas que já padeceram da doença devem submeter-se a exames preventivos de maneira regular.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, atualmente, testes genéticos são capazes de determinar quais mutações levam ao desenvolvimento do melanoma avançado (como BRAF, cKIT, NRAS, CDKN2A, CDK4) e, assim, possibilitam a escolha do melhor tratamento para cada paciente. Apesar de ser raramente curável quando detectado tardiamente, já é possível viver com qualidade, controlando o melanoma metastático por longo prazo.

Um exame clínico, realizado por um medico especialista, pode detectar o câncer de pele nas lesões suspeitas pelo paciente, de modo que é importante estar atento a presença de:

  • Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
  • Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
  • Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Uma dica fundamental para reconhecer esses três tipos de câncer de pele é seguir a regra do “ABCDE”:

 

Prevenção

A melhor maneira de prevenir o câncer de pele é evitar a exposição solar excessiva e sem proteção dos raios ultravioleta, além disso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia estabelece algumas medidas de proteção:

  • Usar chapéus, camisetas, óculos escuros e protetores solares.
  • Cobrir as áreas expostas com roupas apropriadas, como uma camisa de manga comprida, calças e um chapéu de abas largas.
  • Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16 horas (horário de verão).
  • Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.
  • Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou de diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo.  Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia a dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
  • Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.
  • Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.
  • Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.
  • Fotoproteção: a exposição à radiação ultravioleta (UV) tem efeito cumulativo. Ela penetra profundamente na pele, sendo capaz de provocar diversas alterações, como o bronzeamento e o surgimento de pintas, sardas, manchas, rugas e outros problemas.

 

Referencias:

KASPER, D. L. et al. Medicina interna de Harrison. 19. ed. Porto Alegre: AMGH, 2017. 2 v.

CÂNCER DE PELE. Disponível em: <http://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/cancer-da-pele/64/>. Acesso em 10 mai. 2018.

ALTERAÇÕES DE PELE NA TERCEIRA IDADE. Disponível em: http://www.moreirajr.com.br/revistas. Acesso em 10 mai. 2018.

 

Sobre o autor:
Silas Farias é colunista do blog Live Sênior, graduando de Medicina pela Universidade de Buenos Aires – UBA, Argentina. Atualmente se dedica à iniciação científica em Neurologia e Psiquiatria durante a graduação em Medicina.

 

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